As áreas industriais e tecnológicas estão em plena expansão e com cada vez mais dificuldades para contratar profissionais especializados
A escassez de mão de obra qualificada no mundo todo está levando as empresas a adotarem um novo modelo de recrutamento, que privilegia o potencial de desenvolvimento dos candidatos em detrimento do seu grau de formação. Sem profissionais disponíveis com as qualificações necessárias, as organizações têm preferido contratar perfis sem formação superior e qualificá-los internamente.
Portugal ainda não embarcou totalmente nesta tendência, mas os especialistas de recrutamento já reconhecem que a escassez de talento em setores estratégicos, como o tecnológico ou o industrial, está mudando a perspectiva dos empregadores. A consequência é que em muitas carreiras onde a formação superior não é determinante os salários estão se tornando mais competitivos.
Perfis técnicos mais tradicionais e altamente especializados, como costureiras, modistas, eletricistas, carpinteiros, serralheiros e soldadores, são ocupações valorizadas salarialmente, mas os jovens não consideram estas carreiras como opções de futuro. Este é um dos grandes desafios das empresas para os próximos anos, já que a sua população empregada está envelhecendo e não há renovação de quadros.
Abaixo uma tabela das profissões de nível técnico e sua média salarial atual:
Fonte: Jornal Expresso


